CBG — Cannabigerol: o ‘pai dos canabinoides’ e seu potencial terapêutico
- vdswixwpartner
- 26 de fev.
- 2 min de leitura
O que é o Cannabigerol (CBG)?
O cannabigerol, conhecido pela sigla CBG, é considerado o "pai dos canabinoides" porque é o composto precursor a partir do qual se formam o CBD, o THC e outros canabinoides durante o desenvolvimento da planta Cannabis sativa. Em sua forma ácida, o CBGA (ácido cannabigerólico) é o ponto de partida de toda a biossíntese dos canabinoides. O CBG não é psicoativo e tem atraído crescente interesse científico por suas propriedades farmacológicas promissoras.
Como o CBG age no organismo?
O CBG interage com o sistema endocanabinoide por meio dos receptores CB1 e CB2, além de modular outros alvos farmacológicos como receptores adrenérgicos e serotoninicos. Diferente do CBD, que possui baixa afinidade pelos receptores canabinóides, o CBG tem ação direta nesses receptores, o que amplia seu espectro de atividade. Estudos científicos apóiam seu potencial anti-inflamatório, antioxidante, neuroprotetor e antimicrobiano.
Propriedades anti-inflamatórias e dermatológicas
Pesquisas recentes demonstram que o CBG tem potencial terapêutico em condições inflamatórias da pele. Em modelos experimentais de rosácea, a aplicação tópica de CBG reduziu significativamente o eritema, a hiperplasia epidérmica e a infiltração de mastócitos. Seus efeitos foram associados à inibição da via JAK/STAT e das proteínas YAP/TAZ, importantes mediadores dos processos inflamatórios e vasculares da pele.
CBG e neuroproteção: perspectivas em doenças neurodegenerativas
O potencial neuroprotetor do CBG é uma das áreas mais promissoras de pesquisa. Estudos sobre doenças como Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA) mostram que o CBG, ao lado do CBD e do THC, demonstra efeitos antioxidantes, anti-inflamatórios e neuroprotetores em modelos pré-clínicos, prolongando a sobrevida neuronal e retardando a progressão da doença. Em modelos de neuroinflamação, o CBG em baixas doses apresenta um perfil de segurança favorável, embora a dose e as condições de exposição sejam determinantes nos seus efeitos.
CBG em biomateriais e medicina regenerativa
Além das aplicações farmacológicas tradicionais, o CBG está sendo estudado em biomateriais inovadores — como hidrogéis, scaffolds e sistemas de liberação controlada de fármacos — para aplicações em medicina regenerativa, cicatrização de feridas e regeneração óssea. Junto ao CBD, CBC e CBN, o CBG representa uma nova fronteira para canabinoides não psicoativos com enorme potencial bioquímico.
Referências científicas (PubMed)
1. Santos JMD et al. Could cannabigerol protect against neuroinflammation? Insights from an in vitro microglial study. Toxicology. 2026. DOI: 10.1016/j.tox.2026.154406
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3. Denton TT et al. Amyotrophic Lateral Sclerosis, the Endocannabinoid System, and Exogenous Cannabinoids. Muscle Nerve. 2025. DOI: 10.1002/mus.28359
4. Solano-Orrala D et al. Exploring the Potential of Nonpsychoactive Cannabinoids in Biomaterials for Biomedical and Sports Applications. ACS Appl Bio Mater. 2024. DOI: 10.1021/acsabm.4c01402
⚠️ Importante: As informações deste artigo têm caráter educativo e informativo. O uso de canabinoides deve ser sempre orientado por um profissional de saúde habilitado. Consulte a Dra. Patrícia Evelyne para uma avaliação individualizada.



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