Como a acupuntura age no corpo? A ciência explica
- Patricia Alves
- 26 de fev.
- 2 min de leitura
Por muitos anos, a acupuntura foi tratada com ceticismo pela medicina ocidental. Hoje, com o avanço das neuroimagens e dos ensaios clínicos controlados, a ciência começa a desvendar com precisão o que acontece no corpo quando uma agulha de acupuntura é inserida. Os achados são impressionantes.
1. Liberação de endorfinas e neurotransmissores
A inserção da agulha em pontos específicos estimula fibras nervosas A-delta e C, que enviam sinais ao sistema nervoso central. Em resposta, o cérebro libera endorfinas, encefalinas, serotonina e dopamina — os neurotransmissores responsáveis pelo alívio da dor, melhora do humor e sensação de bem-estar.
2. Modulação do sistema nervoso autônomo
Estudos de neuroimagem mostram que a acupuntura ativa o sistema nervoso parassimpático — o responsável pelo estado de "descanso e recuperação". Isso explica a redução do cortísol (hormônio do estresse), a queda da frequência cardíaca e a melhora do sono relatadas pelos pacientes.
3. Efeito anti-inflamatório local e sistêmico
A estimulação dos pontos provoca microcirculação local, com aumento do fluxo sanguíneo e linfático na região tratada. Além disso, pesquisas publicadas no Journal of Neuroinflammation demonstraram que a acupuntura reduz marcadores inflamatórios sistêmicos como TNF-α e IL-6, relevantes em condições como artrite e fibromialgia.
4. Regulação do eixo hípotalamo-hipófise-adrenal
Esse eixo regula a resposta ao estresse, o equilíbrio hormonal e o sistema imunológico. A acupuntura demonstrou capacidade de modular esse sistema, o que explica sua eficêcia em sintomas de menopausa, distúbrios do sono e estados de ansiedade crônica.
A acupuntura não é misticismo. É estímulo neurofisiológico preciso com efeitos mensuráveis no sistema nervoso, imunológico e endócrino.
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